Quem é Marcelo Freixo
Professor de História e Deputado Federal pelo PSB-RJ
Freixo começou a trabalhar cedo, aos 15 anos, como office-boy em um banco no Centro do Rio de Janeiro. Após cursar Economia, ingressou na faculdade de História da Universidade Federal Fluminense.


Sua primeira experiência como professor ocorreu quando ainda era estudante. Ele trabalhou como educador voluntário em presídios do Rio, num projeto coordenado pela socióloga Julita Lemgruber, cujo objetivo era ajudar presos a concluírem o ensino médio. Assim começou sua luta em defesa da cidadania.
Filho de Aroudo e Alenice, um inspetor escolar e uma secretária, Marcelo Freixo foi criado no Fonseca, subúrbio de Niterói. A violência e a falta de atividades culturais no bairro o levaram a começar sua militância política. Na adolescência, se uniu a outros moradores para lutar pela instalação de cinema, teatro e biblioteca no bairro.
Trajetória na Alerj
Freixo aliou seu trabalho como educador, dando aula em escolas de Niterói, à luta em defesa dos Direitos Humanos. Neste período, ele foi assessor do então deputado estadual Chico Alencar. À época, Chico presidia a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e escolheu Freixo para coordená-la.
CPI das Milícias
Seu primeiro mandato como deputado estadual, iniciado em 2007, foi marcado pela CPI das Milícias, um marco na luta contra o crime organizado. A investigação, iniciada em 2008, resultou na prisão dos chefes das quadrilhas, no indiciamento de 226 suspeitos e na proposição de 58 medidas concretas para acabar com a máfia.

A CPI atingiu o coração das milícias e por isso Freixo passou a receber ameaças de morte. O trabalho realizado pelo deputado inspirou o filme Tropa de Elite 2.
Freixo também enfrentou a corrupção e lutou por transparência no Legislativo. Ele acabou com o voto secreto para a cassação de mandatos, denunciou a fraude no auxílio-educação da Alerj, o que levou à cassação das deputadas Jane Cozzolino e Renata do Posto, e foi autor do pedido que resultou na cassação do deputado e ex-chefe de Polícia Álvaro Lins, acusado de lavagem de dinheiro.
Segundo Mandato
Em 2011, no seu segundo mandato na Alerj, Freixo presidiu a CPI do Tráfico de Armas e Munições. As investigações mostraram que 80% das armas apreendidas no Estado são desviadas para a ilegalidade dentro das fronteiras fluminenses. A CPI propôs 69 ações para aumentar o controle e a fiscalização dos arsenais públicos e privados.
Freixo também se destacou pela criação do Mecanismo e do Comitê de Prevenção e Combate à Tortura e do Cadastro Estadual de Crianças e Adolescentes Desaparecidos. Além disso propôs a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que ampliou para seis meses a licença para o aleitamento materno das servidoras estaduais.
Campanhas para Prefeito


Em 2012, Freixo se candidatou pela primeira vez a prefeito do Rio de Janeiro. O músico Marcelo Yuka era o vice da chapa do PSOL. Enfrentou a máquina de campanha PMDB e ficou em segundo lugar na disputa, com 914.082 votos.
Em 2016 Freixo se candidatou novamente a prefeito do Rio, com a professora e advogada Luciana Boiteux como coprefeita. Numa bela campanha que mobilizou e encheu a cidade de esperança, Freixo chegou ao segundo turno e obteve 1.163.662 de votos.
Câmara dos Deputados
Freixo foi o deputado estadual mais votado do Rio em 2014, com 350.408 votos. Em seu terceiro mandato, ele foi relator da CPI que investigou execuções praticadas por policiais.
Em 2018, Freixo decidiu disputar uma vaga no Congresso Nacional pela primeira vez. Ele foi eleito deputado federal com 342.491 votos, candidato de esquerda mais votado no Rio de Janeiro.

Em 2021, Freixo foi escolhido para ser o líder da Minoria da Câmara, bloco que reúne todos os partidos de Oposição na Câmara, reforçando a luta em defesa da democracia e, especialmente, no combate à pandemia da Covid-19.
Nesse mesmo ano, Freixo se filiou ao PSB, junto com Flávio Dino, governador de Maranhão. O objetivo é ampliar o diálogo e construir uma frente para disputar o governo do Rio de Janeiro.
